segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Tema:

A BEM-AVENTURANÇA DE UNIR OS HOMENS Mateus 5:9

A BEM-AVENTURANÇA DE UNIR OS HOMENS
Mateus 5:9


Devemos começar nosso estudo desta bem-aventurança
investigando alguns dos problemas com que nos confronta.

(1) Em primeiro lugar está a palavra paz. Em hebraico a paz nunca é um estado negativo; nunca significa somente a ausência de conflitos; em hebraico "paz" significa tudo aquilo que contribui ao bem-estar supremo do homem.

No Oriente, quando duas pessoas se encontram, saúdam-se desejando-se mutuamente "paz" – shalom – e isto não significa que se deseje para o outro simplesmente a liberação de todo mal, mas sim a presença em sua vida de todas as coisas boas e desejáveis. Na Bíblia "paz" não envolve só a ausência de conflitos, mas sim a alegria de todo o bem.

(2) Em segundo lugar deve notar-se cuidadosamente o que diz em realidade esta bem-aventurança. A bênção recai sobre os que fazem a paz, e não simplesmente sobre os que amam a paz.

Ocorre muito frequentemente que se alguém ama a paz mas não sabe como "produzi-la", a única coisa que conseguirá é aumentar os conflitos e criar mais problemas dos que existem. Podemos, por exemplo, permitir que se desenvolva uma situação potencialmente ameaçadora ou perigosa, alegando que por não alterar a paz preferimos não fazer nada. Há muitas pessoas que se acreditam amantes da paz, mas em realidade a única coisa que fazem é acumular situações conflitantes que explorarão no futuro, ao negar-se a enfrentar a realidade com a ação decisiva que esta requer. A paz que na Bíblia qualifica de "bem-aventurada" não provém da evasão dos problemas; é consequência da atitude decidida de quem os enfrenta, luta e vence.

O que exige esta bem-aventurança não é a aceitação passiva de qualquer situação porque temamos fazer algo que provoque reações ou conflitos, ao que ela nos convida é a enfrentar o mal, a fazer a paz, embora isso signifique lutar.
(3) A expressão filhos de Deus é uma forma tipicamente hebraica de designar os "pacificadores". O idioma hebreu não possui muitos adjetivos, e muito frequentemente quando quer descrever as qualidades de algo se usa a expressão "filho de...", completada com o correspondente essencial abstrato. Assim, por exemplo, o homem pacífico se denominará filho da paz. Barnabé era apelidado filho da consolação em lugar de consolador. Essa bem-aventurança diz que os pacificadores são benditos porque serão chamados filhos de Deus, o que significa que são benditos porque fazem algo que é tipicamente o que Deus faz. O homem que faz a paz realiza a obra na qual está comprometido o Deus de paz (Rom. 15:33; 2 Cor. 13:11; 1 Tess. 5:23; Heb. 13:20).

Tem-se buscado o significado desta bem-aventurança segundo três possíveis linhas de interpretação.

(1) Alguns sugeriram que, sendo "paz" tudo aquilo que contribui ao bem-estar humano, "pacificador" é o homem que busca, de todas as maneiras possíveis, fazer com que o mundo seja um lugar onde todos os homens possam ser felizes.

Abraão Lincoln disse em certa oportunidade: "Quando eu morrer gostaria que os homens dissessem de mim que ali onde vi uma erva má, arranquei-a, e plantei em seu lugar uma flor, se crer que uma flor poderia crescer nesse lugar."

 Esta, em tal caso, seria a bem-aventurança de todos os que têm feito algo, por pequeno que seja, a favor da condição humana.

(2) A maioria dos primeiros eruditos da Igreja, interpretavam esta bem-aventurança em um sentido puramente espiritual, e sustentavam que seu significado era: Bem-aventurado o homem que faz a paz em seu próprio coração e em sua alma.

Em todos nós há um conflito interior entre o bem e o mal; sempre nos sentimos arrastados em duas direções opostas; cada ser humano é, pelo menos em certa medida, uma guerra civil ambulante.
Verdadeiramente feliz é o homem que conquistou a paz interior, no qual terminou a luta interior e entregou todo o seu coração a Deus.




(3) Mas há outro significado da palavra paz, ao qual os rabinos judeus davam ênfase e que, quase com certeza, é o que Jesus tinha em mente ao pronunciar a bem-aventurança, Os rabinos do judaísmo sustentavam que a tarefa mais elevada que qualquer homem podia realizar era o estabelecimento de relações justas entre seus semelhantes.

Isto é o que Jesus quis dizer. Há pessoas que sempre são o centro de conflitos, tormentas e lutas. Em qualquer lugar que apareçam, serão vistos implicados em disputas, ou sendo a causa de lutas com outros. São briguentos. Há pessoas, deste tipo quase em toda sociedade e em toda igreja, e pode afirmar-se sem vacilação que servem ao diabo. Por outro lado, graças a Deus, há pessoas em cuja presença a inimizade não pode prosperar, que salvam os abismos, fecham as brechas e adoçam a amargura. Estes fazem a vontade de Deus, pois o plano divino consiste em estabelecer a paz entre o homem e Deus e entre o homem e seu semelhante. O homem que divide os homens é um agente do diabo; o homem que os une está fazendo a obra de Deus.

De modo que esta bem-aventurança poderia ler-se:

Quão feliz é aquele que cria relações justas e sadias entre os homens, porque sua ação é obra de Deus!


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