quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Tema:

CONVITE A MATURIDADE ESPIRITUAL Hb.6.1-12.

2. O CONVITE A MATURIDADE ESPIRITUAL
(Hb 6:1-12)

Ninguém pode escapar de vir ao mundo como um bebe, pois essa e a única maneira de chegar aqui! Mas e triste quando um bebe não cresce. Por mais que os pais e avós gostem de segurar e de afagar um recém-nascido, seu grande desejo é que a criança cresça e desfrute uma vida plena como adulto maduro. Deus tem o mesmo desejo para seus filhos. Por isso, ele nos chama a maturidade (ver Hb 6:1).
E um convite ao progresso espiritual (v.v.1-3). A fim de fazermos progresso, devemos deixar as coisas da infância para trás e avançar no crescimento espiritual. Hebreus 6:1 diz, literalmente: "Por isso, deixando [de uma vez por todas] os princípios elementares [o abecedário] da doutrina de Cristo". Quando eu estava no jardim da infância, a professora nos ensinou o abecedário. (Naquele tempo, não tínhamos a televisão para nos ensinar.) Aprendemos o alfabeto para saber ler palavras, frases, livros ou qualquer outro tipo de material escrito, mas não ficamos
apenas nisso; antes, usamos os conceitos básicos a fim de avançar para coisas melhores. A expressão "deixemo-nos levar"  indica que e Deus quem nos da a capacidade de progredir ao nos sujeitarmos a ele ou ao recebermos sua Palavra colocando-a em pratica. Um bebe não cresce por forca de vontade. Ele cresce a medida que se alimenta, dorme, exercita-se e deixa que seu corpo
funcione. Deus determinou que, dia após dia, o bebe se desenvolva gradativamente ate a idade adulta seguindo um ritmo natural, é normal os cristãos crescerem; não é anormal ficarem estagnados.
O autor relaciona seis elementos fundamentais da vida crista que, a propósito, também são fundamentos da fé judaica. Afinal, a fé crista e baseada na fé judaica, constituindo seu cumprimento. "A salvação vem dos judeus" (Jo 4:22). Se os leitores desta epistola voltassem ao judaísmo a fim de evitar perseguições, estariam abandonando o que e perfeito em troca do imperfeito, o que e maduro em troca do imaturo.

Os dois primeiros itens  (arrependimento e fé) são referentes a Deus e indicam o inicio da vida espiritual. Arrepender-se significa mudar de ideia. Não e apenas "um sentimento desagradável com respeito ao pecado", pois isso seria remorso. Arrepender-se e mudar de ideia sobre o pecado de tal modo a abandona-lo. Uma vez que o pecador se arrepende (uma decisão que, em si, e uma dádiva de Deus, At 5:31; 11:18), pode, então, exercitar a fé em Deus. O arrependimento e a fé andam juntos (At 20:21).

Os dois itens seguintes  (batismo e imposição de mãos) são referentes a relação de
uma pessoa com a congregação local de cristãos.  No Novo Testamento, uma pessoa que se arrependia e cria em Jesus Cristo era batizada e se tornava membro de uma igreja local (At 2:41-47). A palavra "batismos", em Hebreus 6:2, pode ser traduzida por "abluções" (Hb 9:10). Apesar de a água não ter qualquer poder de purificar o pecado (1 Pe 3:21), o batismo simboliza a purificação espiritual ("Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dele"; At 22:16) e nossa identificação com Cristo em sua morte, sepultamento e ressurreição (Rm 6:1-4). A "imposição de mãos" (Hb 6:2) simboliza o compartilhamento de uma benção (Lc 24:50; At 19:6) ou a consagração de uma pessoa para o ministério (1 Tm 4:14).

Os dois últimos itens,( a ressurreição dos mortos) (At 24:14, 15) e o (julgamento final) (At 17:30, 31), referem-se ao futuro. Tanto os judeus ortodoxos quanto os cristãos creem nessas doutrinas. O Antigo Testamento ensina uma ressurreição geral, mas não esclarece esse preceito. O Novo Testamento ensina uma ressurreição dos salvos e, também, uma ressurreição dos perdidos (Jo 5:24-29; Ap
20:4-6, 12-15). A lição desse parágrafo (Hb 6:1-3) e clara: "Vocês lançaram os alicerces e aprenderam os princípios básicos. E hora de avançar! Deixem que Deus os leve a maturidade!"

a) Esse progresso não afeta a salvação (vv.4-6).

 Estes versículos, juntamente com a exortação de Hebreus 10:26-39, são motivo de preocupação e de aflição para algumas pessoas, principalmente porque são indevidamente interpretados e aplicados. Recebi interurbanos de pessoas transtornadas que não entenderam essa passagem e se convenceram
(ou foram convencidas por Satanás) de que haviam cometido algum pecado imperdoável e estavam irremediavelmente perdidas.
Não quero dar falsa segurança para qualquer um que se diga cristão, mas não
seja, verdadeiramente, nascido de novo. No entanto, também não desejo fazer com que algum cristão autentico tropece e perca o que Deus tem de melhor para lhe dar. Ao longo dos anos, estudiosos da Bíblia tem apresentado varias abordagens a essa passagem séria. Uma das ideias e que o autor adverte sobre o pecado da apostasia, ou seja, de rejeitar Jesus Cristo deliberadamente e voltar para a antiga vida. De acordo com os que aceitam essa abordagem, tal pessoa perde-se para sempre. Tenho vários problemas com essa interpretação.
Em primeiro lugar, o termo grego apostasia não e usado nessa passagem. O verbo traduzido por "caíram" (Hb 6:6) é parapipto, que significa, literalmente, "cair ao lado".
Em segundo lugar, sempre interpretamos o que é obscuro buscando o significado mais obvio. Muitos versículos das Escrituras garantem
que o verdadeiro cristão não pode perder a salvação. Na verdade, um dos argumentos mais sólidos em favor de tal segurança e justamente a ultima seção deste capitulo (Hb 6:13-20; ver também Jo 5:24; 10:26-30; Rm 8:28-39).
Os que ensinam que o cristão pode perder a salvação também ensinam que tal
pessoa pode ser restaurada. Mas essa passagem (Hb 6:4-6) ensina justamente o contrario! O texto diz claramente: "é impossível outra vez renova-los para arrependimento". Em outras palavras, se essa passagem refere-se
a apostasia, uma vez que alguém rejeita a Cristo não pode ser restaurado a salvação. Perde-se para sempre. Outros afirmam que os indivíduos referidos
nessa passagem não eram cristãos autênticos. Haviam cooperado com o Espírito
Santo até certo ponto, mas não eram, verdadeiramente, nascidos de novo. Convém
examinar a descrição dessas pessoas e determinar se possuíam a verdadeira salvação.

O texto diz que "foram iluminados" (Hb 6:4). "Uma vez" significa "iluminados de uma vez por todas". A forma do verbo usada em Hebreus 10:32 indica a experiência da verdadeira salvação (ver 2 Co 4:4-6). "Provaram o dom celestial" (Hb 6:4b) e "provaram a boa palavra de Deus e os poderes
do mundo vindouro [da era por vir]"  (Hb 6:5). Afirmar que essas pessoas "provaram, mas não comeram" exige que baseemos a interpretação em um significado do termo "provar" em nossa língua. Deus permitiu que seu Filho "provasse a morte por todo homem" (Hb 2:9). Sem duvida, Jesus Cristo não experimentou apenas uma pequena porção da cruz! "Provar" da a ideia de
"experimentar plenamente". Esses cristãos hebreus haviam experimentado o dom da salvação, a Palavra de Deus e o poder de Deus. Acaso não se trata de uma descrição da salvação autentica?


Eles "se tornaram participantes do Espírito Santo" (Hb 6:4c). A fim de sugerir que
eles colaboraram com o Espírito Santo apenas até certo ponto, precisamos ignorar o significado simples do verbo - "transformaram- se em participantes". Essas mesmas pessoas não eram participantes apenas do Espírito Santo, mas também "da vocação celestial" (Hb 3:1) e, ainda, "participantes de Cristo" (Hb 3:14). Diante dos fatos mencionados acima, concluo que os indivíduos mencionados nessa passagem eram cristãos autênticos, não apenas da boca para fora. Além disso,
de que maneira pessoas incrédulas poderiam desonrar e envergonhar Jesus Cristo?
De acordo com outra abordagem, esse pecado (seja ele o que for) poderia ser cometido somente por cristãos hebreus do primeiro século, enquanto ainda existiam os cultos no templo. Se esse é o caso, então por que o autor associa sua exortação ao sacerdócio celestial de nosso Senhor e a importância
da maturidade espiritual? Se aquilo sobre o que ele estava escrevendo não
pode acontecer hoje, o que o levou a fazer tal exortação? Se limitarmos esses versículos aos cristãos judeus do primeiro século, a passagem me parece desnecessária. Então, o que o autor esta tentando nos dizer? E provável que esteja descrevendo um caso hipotético para provar que um verdadeiro
cristão não pode perder a salvação. Sua declaração em Hebreus 6:9 parece corroborar essa interpretação: "Muito embora eu esteja falando assim, na realidade não creio que se aplique a vocês o que eu estou dizendo" (Bíblia Viva). Sua argumentação segue esta linha: "Suponhamos que vocês não se deixem levar a maturidade. Isso significa que voltarão a condenação, que perderão a salvação?
Impossível! Se pudessem perder a salvação, não teriam como recupera-la, e isso
envergonharia Jesus Cristo. Ele teria de ser crucificado novamente por vocês, o que
jamais poderia ocorrer." Em Hebreus 6:4, o autor muda o uso dos
pronomes da primeira pessoa do plural ("nos") para a terceira pessoal do plural ("eles"). Essa mudança também sugere que se trata de uma hipótese.
No entanto, existe ainda outra interpretação possível que não requer um caso hipotético. Devemos observar que, no grego, os verbos "crucificando" e "expondo", em Hebreus 6:6, encontram-se no gerúndio: "estão crucificando [...] e estão expondo-o". O autor não diz que essas pessoas jamais seriam levadas ao arrependimento. Diz que não poderiam ser levadas ao arrependimento enquanto estivessem tratando Jesus Cristo de maneira tão vergonhosa. Uma vez que pararem de desonrar Cristo desse modo, poderão ser levadas ao arrependimento e
restaurar sua comunhão com Deus. Qualquer que seja a abordagem escolhida,
devemos ter em mente que o objetivo do autor não era assustar os leitores, mas sim os tranquilizar. Se desejasse assusta-los, teria especificado o pecado (ou pecados) que os levaria a desonrar Jesus Cristo; no entanto, não e isso o que ele faz. Na verdade, evita o verbo apostatar e usa, em seu lugar, "caíram" (ver Gl 6:1, "surpreendido alguma falta"). Os cristãos podem cometer o "pecado
para a morte" (1 Co 11:30-32; 1 Jo 5:16, 1 7). Essa é a disciplina de Deus, um tema do qual o autor de Hebreus trata em Hebreus 12.

b ) Esse progresso resulta na produção
abundante de frutos (vv. 7-10).


Essa ilustração de um campo lembra a parábola do semeador que Jesus contou (Mt 13:1-9, 1823), bem como o ensinamento de Paulo sobre como as obras serão testadas pelo fogo (1 Co 3:6-23). Um campo prova seu valor dando frutos; e, ao realizar progresso espiritual, o verdadeiro cristão produz frutos para a gloria de Deus. E importante observar que os "espinhos e abrolhos" são queimados,
mas não o campo. Deus nunca amaldiçoa seus filhos! A colheita das bênçãos de Deus retratada em Hebreus 6:7 e chamada de "coisas que são melhores e pertencentes a salvação" em Hebreus 6:9. Nem todo cristão produz a mesma quantidade de frutos ("este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por
um", Mt 13:23), mas todo cristão da algum tipo de fruto como prova de que e filho de Deus (Mt 7:1 5-20). São os frutos da conduta e do caráter cristãos (Gl 5:22-26) produzidos pelo Espírito, a medida que amadurecemos em Cristo. O autor relaciona alguns frutos que sabia terem sido produzidos na vida de seus leitores (Hb 6:10): por causa de seu amor, haviam se esforçado e trabalhado para o
Senhor; haviam ministrado e continuavam ministrando a outros santos (ver 1 Ts 1:3-10; Ap 2:2). Essas são algumas das "coisas [...] pertencentes a salvação".
No entanto, a preocupação do autor era que os cristãos hebreus descansassem em
suas realizações e deixassem de avançar  para a maturidade plena e para a capacidade de desfrutar a rica herança de Deus.


c) Esse progresso exige esforço diligente
(vv. 11,12) .

Apesar de ser verdade que e Deus quem nos leva a maturidade (ver Hb 6:1, 3), também e verdade que o cristão deve fazer sua parte. Ninguém deve ser preguiçoso ("tardios" em Hb 5:11), mas sim dedicar- se aos recursos espirituais que Deus concedeu. Uma vez que temos as promessas de Deus, devemos exercitar a fé e a paciência e nos apropriar do que possuímos! Como Calebe e Josué, devemos crer nas promessas de Deus, ansiar por entrar na terra e tomar posse dela! A ilustração da lavoura (Hb 6:7, 8) e a admoestação a diligencia sempre me fazem lembrar da advertência dada por Salomão (Pv 24:30-34). E preciso lê-la e

lhe atender!

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